Tenho um betta vermelho, ganhei do meu namo. Já faz algum tempo, mas só há pouco resolvi que ele se chamaria Francisco. Demorei para dar o nome porque queria mesmo era um cachorro, mas como ainda não posso ter, resolvi que um peixe estava ok. De cachorro pra peixe é bem diferente, né?
Olhava pra ele, alimentava, trocava a água, olhava mais um pouco. Depois de um tempo passei a falar com ele também, humm, sinal de que as coisas estavam mudando. E não vou mencionar que cantei pra ele, porque aí a coisa começa a ficar um tanto ridícula.
Foi quando olhei pra ele e veio nome: Francisco! Sim, já era amor. As vezes coloco um espelho pra ele ficar louco de raiva e tentar matar o pobre reflexo. Mas o que o Francisco mais gosta de fazer é tentar passar por lugares apertados. Ele tenta, tenta, dá mais espaço, vem nadando e com impulso ele fnalmente passa. E por horas repete essa passada até que percebe que pode passar pelo mesmo lugar do lado oposto. E então repete tudo de novo, mil vezes. Sabendo disso, comecei a colocar as coisas no aquário de forma que ele tenha muitos lugares e frestas para passar. Ele adora. Eu também.
As vezes ficava com dó de ver o Francisco sozinho, parecendo meio borocochô e pensava “mas coitado, o cara deve estar sentindo a maior solidão”. Mas não podia fazer nada, o cara é brigão, assim como todos os machos bettas. Que tal um amor? Ninguém pode viver sem e foi aí que resolvi que ele precisava de uma companheira. E enfim, hoje ela chegou. Aêêêê Chiquinho!!
Toda branquinha, meio prateada, sei lá eu como se define essa cor. O fato é que ela reflete as cores que estão por perto. Linda!! Ele já está de olho, mas por enquanto estão em aquários separados até que eu tenha mais conhecimento e tempo para uní-los.
Puxa, estou ansiosa pelos próximos capítulos. Até lá!

